domingo, 23 de janeiro de 2011

Hedonistas sonoros!


                                          dedicado ao Tubin & tantos mais...

“Meu princípio é a vida, meu fim é a morte. Gostaria de viver minha vida intensamente para poder abraçar minha morte tragicamente”. (Renzo Novatore)

Eles nos difamam e nos monitoram, esses canalhas! Nós caminhamos despojados & solitários pelas ruas. Eles espiam por detrás dos vidros das janelas das suas casas onde vivem afugentados do mundo externo e pelos vidros fumês parcialmente abertos dos seus automóveis. São tão escravos dos seus mundos que ao menor sinal de ameaça soam frio com uma angústia que os parte o peito ao meio. Perderam o licor caótico da infância & o odor poético da juventude. Faz tempo! Agora, são secos como troféus de animais empalhados - prêmios de caça abatidos. Eles não suportam nossos risos livres da ambição e da estupidez que rege parte do todo social. Nossas roupas, nossos cabelos e barbas mal feitas... Nosso ar. Eles tem medo de entregar suas filhas, belas e frágeis, à gente da nossa laia e não entendem porque cães vagabundos nos cercam alegremente com suas caudas sacudindo. Eles não toleram nosso cheiro, pois ainda possuímos cheiro de gente - viva! Somos criaturas intrigantes que andam em direção à grande e sublime conquista do nada! Eles acreditam que exista algo para ser conquistado além da própria vida. Ficam odiosos por saberem que o nosso paraíso é aqui, e que lutamos pelo direito de festejar. Sempre tentam nos localizar, nos enquadrar em algum tipo de forma e modelo e, geralmente, não conseguem. Somos seres ‘utópicos’ & invisíveis que descansam dentro de Zonas Autônomas & Temporárias - & eles ficam loucos quando nos perdem de vista. Suas paranóias agigantam-se, cobrindo qualquer possibilidade de luz planetária que os possam iluminar. Participamos de uma intensificação da vida cotidiana, penetrando aos poucos no Maravilhoso da vida, enquanto eles se espremem em escritórios e se confundem com números e saldos em filas bancárias. Nos querem mortos por isso. No fundo, tudo por que nos amam, profundamente, só não admitem. Eles nos invejam. Eles nos querem ser. Mas não conseguem. Nos negam porque queremos viver nesse mundo, não na idéia de outro mundo, um mundo visionário qualquer nascido de uma falsa unificação. Quando por acaso nos perguntam onde vivemos, esperando uma palavra que traga ‘segurança’ aos seus sentidos, a resposta é uma só: “Em algum lugar!”. Somos os ‘malditos-marginais-bandidos sociais’, um tipo musical de terroristas poéticos que bebem junto ao tempo a mais destilada aguardente. Superamos o medo social-cultural de não ser e não ter, assumindo nossas faltas, nossas decadências e nossos vícios, combatendo assim nossa própria formatação moral, pois queremos mais do que simplesmente ‘classificação’, ‘soma’. Já entendemos que não somos números dentro da estatística estabilizante que tenta regular a vida, baseada em conceitos e costumes hegemônicos e arbitrários.

“Todas as sociedades tremem quando a desdenhosa aristocracia dos vagabundos, dos inacessíveis, dos únicos, (...), e dos conquistadores do nada, avança resolutamente. Iconoclastas, avante! ‘O céu em pressentimento já torna-se escuro e silencioso!’” (Renzo Novatore).

*  Com ajuda de Hakim Bey.


















eu e o Tuba em alguma noite de Entrevero de Rock...

3 comentários:

Cris disse...

Q PORRADA! Aliás, o blog todo!

dani disse...

querido do Tuba!

Myla disse...

Tubaa, deixou saudades <3